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26 de agosto de 2015



Nostalgia: você se lembra do Videocassete

Nostalgia: você se lembra do Videocassete?

Ah, os pequenos prazeres da vida nos anos 80 e 90! Acredite ou não, antes de invenções incríveis como o YouTube e a Netflix, outra “novidade” esteve em alta e era ainda mais sensacional. Pelo menos para a época. Estamos falando do videocassete. Você se lembra dele?

Este aparelho peculiar, também conhecido pela sigla VCR (Video Cassette Recorder), revolucionou a TV no mundo. Pela primeira vez o telespectador teve total controle do que assistir. A principal função era a de gravar a programação de qualquer canal em exibição. Somente assim seria possível assistir seu programa preferido mais tarde, caso você não estivesse em casa no horário em que ele fosse ao ar.

Nostalgia: você se lembra do Videocassete

E tem mais! Quando você queria ver um filme em casa, precisava enfrentar uma longa jornada. Ainda não estávamos em tempos de internet. Isso significa que ainda não existiam tecnologias streaming (transmissões instantâneas de dados de áudio e vídeo através de redes). Era preciso ir até uma locadora, torcer para que o filme que você queria ver não estivesse emprestado a ninguém e ainda procurar por uma versão dublada ou legendada. Não, não havia um menu de idiomas para decidir quais versões assistir. E, claro, em hipótese alguma o aviso “favor rebobinar antes da devolução” poderia ser ignorado. A menos que você não se importasse em pagar uma multa.

E se você não sabe o que é rebobinar, vamos buscar entender um pouco mais sobre como funcionava este mecanismo de valor inestimável. O videocassete era capaz de gravar e reproduzir imagens registradas em fitas magnéticas armazenadas em caixas plásticas. Podemos considerá-lo um dos aparelhos domésticos mais complexos dos últimos tempos. Dependendo do modelo, ele podia ter mais de 18 partes móveis.

Um dos principais itens do VCR era o cabeçote, também conhecido como cabeça de gravação ou cabeça magnética. Ele era responsável pela leitura da fita com os dados de áudio e vídeo. O processo acontecia devido a um conjunto microscópico que transformava sinais magnéticos e elétricos em imagens transmitidas na TV. Cada cabeça era constituída por uma bobina (daí o termo “rebobinar”, o pesadelo das locadoras) acoplada a uma abertura de onde as variações magnéticas eram captadas. Existia ainda o transformador rotativo, responsável por manter o sinal elétrico entre as cabeças. Quando tudo funcionava harmoniosamente, a imagem final era reproduzida em boa qualidade.

O VCR no uso doméstico

Pensando no uso doméstico, surgiram videocassetes de quatro ou seis cabeças. Estes não eram limitados a gravar apenas no formato SP (Standart Play), por duas horas. Eles também atuavam nos modos LP (Long Play), de quatro horas, e EP (Extended Play), de seis horas. Deste modo, as fitas (que custavam caro) eram economizadas. Bastava alterar a velocidade de deslocamento dentro do aparelho. O lado negativo da invenção era o famoso, e nada agradável, “encavalamento” das fitas. Para minimizar o efeito, a largura dos cabeçotes passou a ser menor.

A história das fitas

As fitas também têm história. No início, havia dois formatos: Betamax e VHS (Video Home System). O primeiro criado pela Sony e funcionava exclusivamente em aparelhos de determinadas empresas. Já o segundo era propriedade da JVC e podia ser usado por várias empresas. O motivo da extinção do Betamax é, no mínimo, curioso. Existe uma teoria de que a maioria dos produtos da indústria pornográfica estava disponível no formato da JVC, garantindo venda e locação de muitas fitas VHS no mercado.

Os tempos passaram e, hoje, o videocassete cedeu espaço aos DVDs, Blu-Rays e à internet. Mas, caso você ainda tenha uma dessas relíquias, pode usá-la junto ao seu DVD, convertendo registros antigos às novas mídias. Vender ou doar a colecionadores também são opções. Em última hipótese, descarte conscientemente. A composição deste material contém metais pesados e tóxicos, então, se jogados em lixos comuns, há risco de contaminação do meio ambiente. Procure uma empresa especializada neste tipo de serviço!

Agora que você já sabe tudo sobre videocassete, corra para devolver sua fita na locadora! Afinal, você não quer pagar multa, não é?


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