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História  |   Televisão  |  8 de dezembro de 2017



Rir sempre foi e ainda é o melhor remédio

Rir sempre foi e ainda é o melhor remédio: Um pouco da história do humor na TV brasileira

O humor sempre teve lugar destacado na televisão brasileira. São muitos programas que já estiveram no ar, nas diversas emissoras, marcando época e fazendo muito sucesso.

Para os mais antigos, vale lembrar de clássicos como A Praça da Alegria, que estreou em 1953 e continua no ar até hoje com a versão A Praça é Nossa. Pode-se dizer que esse é um programa que, literalmente, passou de pai para filho. Hoje quem comanda o show é Carlos Alberto de Nóbrega, filho de Manuel de Nóbrega, criador do programa. A estrutura continua a mesma, com o protagonista ocupando o banco da praça e interagindo com diversos personagens. É importante destacar que inúmeros humoristas, que se tornariam consagrados, passaram pela praça, dentre eles: Ronald Golias, Jô Soares, Didi, Dedé, Roni Cócegas e muitos outros. Hoje, outros nomes não menos conhecidos fazem graça no banco.

Ainda relembrando, tivemos um programa que também fez muito sucesso quando foi exibido pela TV Record por quatro anos a partir de 1967. Estamos falando da Família Trapo, que era um tipo de teatro para TV com encenação ao vivo. Os atores e comediantes Otelo Zeloni, Renata Fronzi, Ricardo Corte Real, Cidinha Campos, Ronald Golias e Jô Soares arrancavam gargalhadas da plateia e de quem assistia em casa.

Seguindo ainda nessa linha de nostalgia, outro programa inesquecível que foi ao ar, dessa vez pela Rede Globo, em 1968, foi Balança, Mas Não Cai. Uma adaptação do rádio que trouxe para a TV esquetes consagradas, como Primo Pobre/Primo Rico interpretados, respectivamente, por Brandão Filho e Paulo Gracindo, além de outras criadas especialmente para essa versão na televisão.

Faça Humor Não Faça Guerra, escrito por Max Nunes, Jô Soares e Renato Corte Real, de 1970, também merece ser lembrado. Já em 1972 tivemos a estreia de uma série que se tornaria um clássico, A Grande Família. Em sua primeira versão, que ficou no ar por três anos, as duas primeiras temporadas eram com imagem em preto e branco. Lineu, Nenê, Tuco, Bebel e companhia ganharam uma nova versão a partir de 2001, que ficou no ar por 13 anos. Sucesso total!

Quem não se lembra de Valfrido Canavieira, Seu Pantaleão, Roberval Taylor e do Professor Raimundo? Todos eles e mais uns tantos outros foram personagens inesquecíveis criados pelo gênio Chico Anysio e foram ao ar pela primeira vez em 1973, no seu programa Chico City. Depois disso, através dos anos, o programa ganhou outras versões como Chico Total e Chico Anysio Show. O mesmo Chico Anysio, já em 1990, nos trouxe outra preciosidade do humor – agora dando protagonismo total a um dos seus personagens -, a consagrada Escolinha do Professor Raimundo. Se levarmos em consideração a aparição do dedicado professor nas telas desde a primeira vez, foram 38 anos no ar.

Outro gênio do humor brasileiro, Jô Soares, também nos brindou com programas repletos de personagens muito engraçados que marcaram época. Viva o Gordo, de 1981, e Veja o Gordo, de 1988, trouxeram para nossa casa Reizinho, Capitão Gay, Zé da Galera, Gardelon, Sebá, Bô Francineide e muitas outras figuras hilárias. Não podemos deixar de fora dessa galeria outro mestre, Agildo Ribeiro, que com Jô Soares estrelou o programa Planeta dos Homens de 1976 a 1982. Já em 1989 estrelou o Cabaré do Barata, na TV Manchete, que fazia sátira política contracenando com fantoches.

E TV Pirata então, o que falar desse programa? Inovador com sua linguagem nonsense e sem limites em suas sátiras, emplacou de cara graças ao talento de roteiristas como Luiz Fernando Veríssimo, Laerte e Glauco, além do pessoal do Planeta Diário e Casseta Popular, e ao casting de estrelas como Claudia Raia, Débora Bloch, Marco Nanini e Ney Latorraca.

Outro programa que merece entrar nessa lista é Casseta & Planeta Urgente que fez muito sucesso de 1992 a 2010 com uma nova leva de humoristas como Bussunda, Hubert, Marcelo Madureira, Hélio de La Peña, entre outros, e que também inovou na linguagem e quebrou tabus com quadros que satirizavam os programas da própria emissora.

Não seria justo deixar de fora o Sai de Baixo que se inspirou na Família Trapo dos anos 60 e também era gravado com a presença da plateia. De 1996 a 2002 Vavá, Cassandra, Magda, Caco Antibes, Ribamar e companhia nos fizeram rir todo domingo à noite. E para fechar essa sessão de memórias, outro programa inesquecível: Os Trapalhões.

Quem não se lembra daquela trilha musical de abertura que virou um “meme” e passou a ser cantarolada toda vez que alguém próximo da gente fazia uma trapalhada. Didi, Dedé, Mussum e Zacarias fizeram a alegria de adultos e crianças de 1974 a 1976 na Record e de 1977 a 1995 na Rede Globo. Um viva a essa trupe atrapalhada e divertida.

Claro que temos outros programas para relembrar, mas isso fica para outra oportunidade, senão perde a graça. Mas o melhor de tudo mesmo é que hoje a tecnologia nos permite acessar muitos desses programas a qualquer hora. Basta dar um Google e se divertir. Vamos lá!8

Fontes: Veja São Paulo, Memória Globo, Bol e Observatório da Televisão.

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