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História  |   Televisão  |  20 de julho de 2018



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No campo da tecnologia, o show só melhora

Foi em 1954 que o “mundo” viu pela primeira vez um jogo de futebol entre seleções ao vivo pela TV. De lá pra cá muita coisa mudou, melhorando gradativamente a qualidade da tecnologia oferecida pelas transmissoras (e pelos fabricantes dos aparelhos de TV e relacionados).

Daquela época até hoje, os campeonatos mundiais de futebol se tornaram verdadeiras referências em testes de inovações, muitas delas oferecidas depois para os consumidores em geral. Acompanhe aqui as inovações.

1954 – Copa disputada na Suíça – a primeira depois do fim da Segunda Guerra Mundial –, foi quando aconteceu a primeira transmissão ao vivo pela TV, com o jogo de abertura entre Iugoslávia e França. Só oito países europeus receberam o sinal e apenas quem tinha um televisor pôde assistir – pouca gente, na época.

1962 – Aqui no Brasil, o público só conseguiu assistir a um jogo da seleção pela TV na conquista do bicampeonato mundial. Mesmo assim, naquela época, a transmissão não era ao vivo. As fitas com as imagens dos jogos tinham que vir pra cá de avião e, por isso, os jogos eram transmitidos com até dois dias de atraso.

1970/1974 – Nessa época os brasileiros já assistiram às partidas ao vivo pela TV, além de terem sido os primeiros mundiais a serem transmitidos em cores. Mas, como a maioria das TVs tinha imagens em preto e branco, a patrocinadora de material esportivo da competição criou uma bola que pudesse ser mais visível na televisão. Foi aí que surgiu a bola com gomos pretos e brancos, batizada de Telstar, o nome do primeiro satélite de comunicação civil lançado ao espaço, em 1962.

1986 – No México foi apresentado o recurso do “Tira-Teima”: por meio de um software, foi possível paralisar a imagem de uma jogada e esclarecer os lances mais polêmicos, uma novidade que agradou e continua sendo usada até hoje, com muito mais tecnologia.

1994 – Nesse ano foram usadas câmeras com lentes poderosas para ver os jogadores mais de perto. As imagens ampliadas dos atletas eram mostradas em câmera lenta, em um sistema novo que acabou com as falhas tradicionais dos videoteipes. A TV Globo usou ainda um computador com tela sensível ao toque, permitindo desenhar sobre uma imagem congelada para mostrar análises das jogadas.

2002 – Primeiros testes de transmissão com imagens em HD, no Japão. A tecnologia trouxe filmagens com seis vezes mais definição do que as transmitidas anteriormente. Duas salas de cinema no Rio de Janeiro e em São Paulo receberam convidados para assistir à final e à conquista do pentacampeonato. Foram oito câmeras instaladas no estádio do Japão cujas imagens eram enviadas por meio de fibra óptica para uma estação e passavam por três satélites antes de chegar ao Brasil.

2006/2010 – A primeira com transmissão em Full HD (1080p) em 2006, a resolução máxima na época. O “Fantástico” trouxe o quadro “Leitura Labial”. Nele, jovens surdos-mudos assistiam às imagens das câmeras exclusivas da TV Globo e revelavam as conversas dos jogadores. Em

2010, foram feitos testes de transmissão em 3D, mas a tecnologia não vingou.

2014 – No Brasil a novidade foram as transmissões em 4K, com quatro vezes mais definição que Full HD, com 12 câmeras de altíssima resolução para testes, três em partidas da fase de mata-mata, incluindo a final. Transmissão feita pela TV Globo e pelo canal SporTV.

2018 – Utilização do VAR, a principal novidade da Copa da Rússia. A sigla significa “Video Assistant RefereeS”, ou Árbitros Assistentes de Vídeo, em português. O sistema já havia sido usado em competições oficiais, como a Copa das Confederações, mas só agora contou com 13 árbitros para analisar as imagens e 33 câmeras de alta definição para a captura das jogadas – algumas com recursos de captação em câmera lenta.

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